Política

Governador acusa deputado Prisco de ser criminoso: “Ele só pode ser aliado de traficante”

Governador Rui Costa - FOTO: Vagner Souza/BNews

Visivelmente revoltado em suas falas durante coletiva na manhã desta quarta-feira (9), o governador Rui Costa (PT) chamou o deputado  Soldado Prisco (PSC), sem citar o nome do político, de criminoso. “Ele só pode ser aliado de traficante e criminoso”, vociferou o petista ao comentar o movimento de greve da Polícia Militar desencadeado pelo social-cristão, na terça-feira (8). O próprio Rui, o Comando Geral da Polícia Militar e a secretaria da Segurança Pública negam o movimento paredista dos policiais militares. Apesar disso, os rumores sobre a paralisação têm gerado clima de tensão na população.

“A sociedade tem que ficar do lado de quem? Qual o fato? Nenhum policial dos 32 mil aderiu. Isso que tem que ser divulgado. O que é a propaganda mentirosa fake news? É o que ele tá fazendo. Temos que escolher de que lado vai ficar. Nós devíamos ter uma condenação expressiva da sociedade a esse tipo de manipulação política partidária medíocre. Eu tenho quatro filhos e não tem nada que mais me provoque indignação do que ameaça a criança e idosos. Isso deveria revoltar qualquer cidadão do bem”, disse durante visita ao Hospital Ana Nery, no bairro da Caixa D’Água, em Salvador.

Indagado pelos jornalistas, na coletiva, sobre os sete homicídios registrados nas últimas oito horas em Salvador e Região Metropolitana, conforme o boletim da SSP, e os ataques de vandalismo em vários pontos da capital baiana, o governador garantiu que haverá resposta no mesmo tom.

“Policiais com P maiúsculo não fazem homicídios, não atiram a esmo em vidraças de agência bancária. Isso é atitude de bandido, de criminoso. Se alguém cometeu homicídio, a polícia Civil está apurando. Vamos continuar fiscalizando quem são os criminosos, bandidos e marginais que atiram contra vidas”.

Rui ainda sugeriu haver ligação entre os homicídios e ataques e uma possível ação orquestrada pelo grupo de grevistas. “Isso é atitude deliberada para quem é criminoso.  O policiamento é na rua. Isso é ação midiática, buscando autopromoção, e ação política organizada por um grupo político com interesses eleitorais partidários. A melhor resposta que podemos dar é o profissionalismo e a postura ética de todos os nossos policiais. Após um dia de anúncio criminoso, nenhum policial aderiu a isso”, completou.

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