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Governo corta 98% dos recursos do Orçamento para novo Minha Casa Minha Vida.

A “tesourada” chamou a atenção do próprio Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), responsável pela execução do programa.

Entre os vetos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para viabilizar a sanção do Orçamento de 2021 está um corte de mais de 98% dos recursos destinados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que financia as obras da faixa 1 do antigo Minha Casa Minha Vida, hoje chamado de Casa Verde e Amarela.

Entre os vetos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para viabilizar a sanção do Orçamento de 2021 está um corte de mais de 98% dos recursos destinados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que financia as obras da faixa 1 do antigo Minha Casa Minha Vida, hoje chamado de Casa Verde e Amarela.A “tesourada” chamou a atenção do próprio Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), responsável pela execução do programa, uma vez que a maior parte dos recursos — R$ 1,37 bilhão — já estava prevista na proposta orçamentária encaminhada pelo governo em agosto do ano passado. Eram gastos discricionários (não obrigatórios) do próprio Poder Executivo, ou seja, não vinham de emendas parlamentares.Em nota, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, disse ver com “muita preocupação e perplexidade” o corte nas verbas do Orçamento para o Casa Verde e Amarela. Segundo ele, essa redução deve paralisar as obras de 250 mil casas que já estão…“No momento que o Brasil atravessa, com tantos desafios impostos em decorrência da pandemia, esse corte não estava previsto em lugar algum. Agora, confiamos na sensibilidade do Congresso Nacional para que possa reverter essa situação urgentemente. E que, assim, não se inicie uma imensa onda de demissões no setor, já extremamente afetado pelos aumentos nos preços dos insumos”, completou.Desenvolvimento Regional foi o mais atingidoO Ministério do Desenvolvimento Regional foi o que mais sofreu com o corte de despesas no Orçamento de 2021. De um total de R$ 19,841 bilhões em gastos vetados por Bolsonaro, a pasta comandada pelo ministro Rogério Marinho foi alvo de um corte de R$ 8,64.Os investimentos em obras do Ministério da Infraestrutura sofreram o segundo maior corte, de R$ 2,787 bilhões. O Ministério da Educação teve vetadas despesas de R$ 1,181 bilhão, pulverizadas entre programas de universidades e institutos federais.Na sequência, aparecem os ministérios da Agricultura (R$ 875,587 milhões), da Justiça (R$ 587,230 milhões) e da Cidadania (R$ 450,932 milhões), responsável por programas como o Bolsa Família e o auxílio emergencial.

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