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Protesto contra os cortes da educação acontece em Ilhéus e Itabuna amanha dia 13

Novos protestos contra os cortes na Educação pública.

Em Ilhéus o evento acontece a partir das 9h em frente à sede da APPI, na Praça do Tamarineiro no Malhado.

Porque estamos indo às ruas?

Os IFs já estão pedindo socorro, alguns sem poder pagar contas de LUZ e Água. A UFSB sofreu o maior corte de todas universidades federais. E as escolas em Ilhéus, sem merenda escolar e com transporte precário, corre o risco de piorar sem os repasses do Governo Federal. Se liga mais nesses pontos: +Prometeram e cumpriram! Temos novos cortes orçamentários No total, o Ministério da Educação tem R$ 6,1 bilhões congelados, de um orçamento.

É o Ministério com o maior corte em toda a Esplanada. Além do contingenciamento divulgado em Abril, novos valores foram bloqueados em Julho. Além destes números, foram noticiados recentemente o corte de R$ 348 milhões em livros para a educação básica – área considerada prioritária para Weintraub. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, 1 bilhão que seriam dedicados à pasta foram destinados à emendas parlamentares que visam a aprovação da Reforma da Previdência. +Future-se e o desmonte do Ensino Superior público Reestruturar o financiamento do ensino superior público é o objetivo do “Future-se”.

Segundo o MEC, o programa visa ampliar a autonomia financeira das universidades a partir da maior participação de verbas privadas no orçamento universitário. Para reitores das universidades federais e especialistas, o Future-se é um instrumento do governo para tentar acabar com a autonomia e abrir as portas da privatização das universidades públicas. “O Future-se não é um programa de desenvolvimento das universidades. É um instrumento para o governo tentar acabar com a autonomia universitária, abrindo caminho para a entrada do setor privado.

Não se trata de governança. É para que o privado prepondere sobre o público”, afirmou em suas redes sociais Margarida Salomão, ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). +Reforma da Previdência para professores Atualmente, as professoras se aposentam com 50 anos de idade e 25 de contribuição, e os professores com 55 anos de idade e 30 de contribuição. Ainda há docentes que podem se aposentar apenas pelo tempo de contribuição. De acordo com a atual versão da Reforma, professores homens só poderão se aposentar aos 60 anos de idade e as mulheres com 57. As regras são válidas para docentes dos setores públicos e privados.

Se aprovada, as consequências serão especialmente prejudiciais para as mulheres e para a qualidade da educação. +Enem digital e o aumento das desigualdades no acesso ao Ensino Superior O Ministério da Educação anunciou, no início de julho, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai se tornar digital. A proposta é de uma implementação progressiva – em 2020, a versão digital será aplicada em fase piloto. Porém, mais de um terço (39%) dos domicílios brasileiros ainda não tem nenhuma forma de acesso à internet. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, são cerca de 27 milhões de residências desconectadas, enquanto outras 42,1 milhões acessam a rede via banda larga ou dispositivos móveis. Será um desafio sua realização, garantindo equidade e oportunidades para todos.

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